Universo corrompido por uma inversão de valores.
Maquiando o tempo, com joias, fetiches e sabores.
Corpo esbelto em uma alma que não se destaca.
Luta, corre, marca presença mas não é de nada.
Vive em um mundo onde habita milhões, que cospe e denigre por pouco cifrões.
Personagens escondidos aos olhos do tempo, que estão perdidos em seu próprio templo.
“Meu corpo é meu templo” costumava dizer.
Hoje eu entendo quem é você.
Memórias borradas de uma vida manchada, açoitada, festejada e desequilibrada.
Que vira a noite a procura de “cash”. Passando pela mão de qualquer mequetrefe.
Mas a escolha é sua, o que posso dizer? Se foi o seu mais fácil caminho pra poder vencer.
Foi o teu maior feito para te por baixo, porque nem essa rima chega perto. Eu acho.


Engano.
Achamos que nosso pensamento momentâneo é o que rege nossas escolhas. Pensamos que nunca vamos mudar, até que…

Mudamos.
Aprimoramos nossa caminhada com os tropeços. Aceitamos ser quem somos, a vestir o que nos convém, a valorizar nossas cicatrizes e a sentir a realidade das coisas sem fantasia-las demais. Apenas,

Selecionamos.
Saídas, amigos, amores e até o gosto do nosso prato preferido, que até ontem era inegociável a troca, hoje a ousadia se renova em um simples ato.

Emudecemos.
No sentido maduro da palavra.
Preferimos sentir a doce leveza da calmaria de emudecer a conflitos desnecessários do que o chacoalhar de uma palavra mal interpretada que traz embrulho ao estômago.

Vomitamos.
Verdades, injúrias, sinceridades e engolimos o choro baixinho por sempre agir impulsivamente. Mas,

Sobrevivemos.
A olhares tortos, a amores bandidos, a porres de bebidas, a turbulências de avião, a saudade e a imprevistos do tempo. Este que é o chefão dos jogos da vida.

Brincamos.
De ser adultos, de sermos crianças, de fingir que tudo está bem ou que tudo vai mal. Para conseguir afago, conseguir afeto ou conseguir que alguém vá para bem longe, porque amamos a nossa própria companhia.

E continuamos, porque a vida é uma espetáculo com passagem vitalícia para a renovação.

Monize Veríssimo

Não há como exigir ações de sentimentos inabitáveis.
Não há como exigir que algo se torne real impondo que floresça antes de existir.
Há outras formas de respirar felicidade sem sufocar a presença.
Há de ter naturalidade em toda forma de amar.

Monize Veríssimo

Não se exalte quando houver situações em que pensamentos alheios deturpem seu dia, ainda mais se isso vem se tornando pertinente, pessoas que agem assim necessitam de atenção demasiada, e quando não alcançam, tentam chamá-la de uma forma negativa e por vezes a consegue. São pessoas que usam de sua carga de energia de baixa frequência para aplicar o vitimismo e transpor esse sentimento para o outro, usurpando também da sua boa carga e gerando situações de conflitos que as vezes nem damos conta que os problemas não são nossos, mas que inconscientemente permitimos que entrem por uma porta falha, depositando-o suas frustrações, já que não conseguem drenar as emoções por não acreditar que as tem. Contudo, para não sermos injustos com todos, devemos sempre enaltecer a caridade e benevolência, assim não ajudaremos apenas aqueles que necessitam de ajuda, mas nós mesmos como um todo. 

Monize Veríssimo

Sendo eu mesma.

Eu prego o que posto sim.
Eu dou bom dia ao porteiro.
Eu não detesto as segundas-feiras e não almejo que os meses passem depressa para que me tragam algo que eu mesma posso ir atrás.
Eu valorizo o agora, o próximo e tudo aquilo que me circunda.
Eu doou meus ouvidos para quem quiser falar, talvez seja um das coisas que o mundo necessite, alguém que te escute sem fazer julgamentos embasados em fobias sociais.
Evito julgar as pessoas aprimorando a empatia ou usando o espelho.
Eu não duelo amizades, amores, hierarquia. Tudo vem por merecimento até mesmo os livramentos.
Eu não me importo com o importar negativo das pessoas, é um direito delas sentissem assim, mas é uma pena que elas usem do seu direito de ser feliz ironizando o que não sabe.
Eu não meço o nível de inteligência de alguém pela quantidade de livros que ela leu ou pela sua forma de portar-se a mesa.
Eu amo pessoas, mesmo se alguma delas se incomodem com minha forma de gostar.

Monize Veríssimo